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1 de jun. de 2011

A conquista dos novos consumidores

No Brasil, 29 milhões de pessoas ingressaram na classe C entre 2003 e 2009, um crescimento de 34,3%. Fatos como esse, aliados ao crescimento do país, provocam mudanças fundamentais na sociedade, e uma das áreas mais afetadas é o consumo. Novos consumidores, recém-chegados a um novo mercado, estão ávidos por comprar e cada vez mais empresas mudam suas estratégias e inovam em produtos dirigidos aos clientes da base da pirâmide socioeconômica brasileira.

Clique aqui para ler e baixar o artigo: “A conquista dos novos consumidores”

Fonte: HSM Management
Publicado: Mai / Abr-11
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29 de mar. de 2010

Como emocionar o bolso dos novos consumidores


Entenda as manifestações emocionais encapsuladas nos bolsos do consumidor popular e crie vínculos com este novo cliente
O bolso do consumidor popular, aquele homem e mulher que era invisível para o mercado, apesar de estar aí por perto, olhando desconfiado para as vitrines, namorando o produto em recortes de jornais ou degustando cada oferta na televisão, ganhou vida nos últimos cinco anos e os colocou de pé e na garimpagem de seus produtos ou serviços.

Eles e elas, jovens e velhos, pretos e brancos, nordestinos, mineiros, sulistas e nortistas, chegam desconfiados. Foram mal tratados demais ao longo das décadas. Mas no bolso, agora, têm um cartão de crédito, um cartão de conta poupança e a certeza de uns trocados a mais para receber e para gastar.

Chegar até suas almas, hoje em dia, é saber interagir com seus bolsos. Que, agora são bolsos cheios de vida, que carregam reais estáveis, mas ainda com pouca experiência de consumo e de negociação com lojistas e quase sem habilidade nenhuma na negociação de crédito e na priorização do pagamento das dívidas.

Só se chega a estes bolsos calejados através da emoção sincera. O que exige dos lojistas e seus gerentes uma nova postura diante dos que ontem nada tinham e que hoje, unidos, somam um exército que consumirá, só em 2010, mais de 700 bilhões de reais.

Se você, dono das grandes redes ou da loja da esquina, controlador de grandes marcas ou da indústria de lasanha que acabou de abrir na periferia, quiser ser bem sucedido com este pessoal se prepare para entender as manifestações emocionais encapsuladas nos seus bolsos.

Primeiro é bom você aprender a ser sincero de verdade. Acabou o tempo do tapinha nas costas. A relação de força se inverteu e o consumidor emergente e popular, chega cheio de informações básicas. Já sabe de antemão a qualidade de seu produto através das redes vivenciais na igreja, nos longos trajetos nos ônibus e trens, nas conversas nos salões de cabeleireiro, na escola de samba, no boteco e no campo de futebol.Ou seja, chegam espertos e ainda muito desconfiados porque não esqueceu o tratamento indiferente que você e seus colegas de comércio lhe deram no passado recente.

Mas chegam para comprar. Porque as vivências sociais colocam, como em todas as épocas históricas, o seu produto ou serviço como o complemento necessário para os fazer humanos, para confirmar que a vida melhorou, para lhes garantir o status e a importância que nunca tiveram.

Estão, portanto, prontos para negociar. Se você, claro, substituir o discurso antigo por uma apoio sincero no amadurecimento da decisão de compra. Se você souber entender e respeitar suas origens culturais e regionais. Se você souber colocar seu produto ou serviço dentro dos seus sonhos de vida, primeiro, e de consumo imediato, depois.

Sim, porque este pessoal vem atrás de seu produto ou serviço para confirmar primeiro que a vida melhorou. Se você ou seus vendedores se precipitarem e tentarem empurrar mercadorias, em vez de ajudá-los a decidir nesta fase eufórica, sua empresa será amaldiçoada para sempre. Querem se emocionar com cada detalhe da compra, que você deve transformar num ritual que transformará seu novo consumidor no propagador de sua marca, de seus produtos ou serviços.

A pergunta que você já deve estar se fazendo é: como me vincular emocionalmente com este novo consumidor, emergente e popular? A resposta já está dada, se você me acompanhou até aqui. É uma questão de mudança de atitude, necessária para sobreviver. De muita reflexão e de muita troca de ideias.


Por: Marco Roza (Diretor da Agência Consumidor Popular)
Fonte: HSM Online
Publicado: 29-mar-10

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16 de mar. de 2010

Classe D é a bola da vez

Consumidores com R$ 381 bilhões no bolso passam a comprar cada vez mais.

Depois de todas as atenções voltadas para a classe C, chega a hora da classe D. Com R$ 381 bilhões para gastar em 2010 e expectativa de que a massa de renda ultrapasse a da classe B ainda este ano, é na D que o mercado encontra novos consumidores. Com o perfil de consumo diferente de todas as outras classes sociais, já que não pode arriscar e precisa fazer o orçamento render, as famílias da base da pirâmide aparecem como um desafio para o mercado, mas podem ser uma grande oportunidade para as empresas que conseguirem entendê-las.

Com uma cesta de produtos ainda reduzida, se comparada ao consumo das outras classes, esses consumidores estão em ascensão. O número de categorias consumidas passou de 21, em 2002, para 34, em 2009, segundo o estudo Tendências da Maioria, realizado pelo Datafolha/Data Popular. Entre os produtos que entraram para a lista de compras recentemente estão suco pronto, massa instantânea, detergente líquido, molho de tomate, creme de cabelo e amaciante de roupa. Esse número tende a crescer e não se limita ao consumo de massa.

Em 2010, estes consumidores pretendem adquirir computador, geladeira, moto, carro e viagens de avião. O segredo para vender para eles está em desvendar as diferenças e características desta classe, que muitas vezes se assemelham às da classe C. Saem na frente as marcas que apoiarem este consumidor no momento em que ele ingressa no mercado de consumo.

“O consumidor de classe D está sendo apresentado agora ao universo das marcas. Aquelas que souberem ensiná-lo que marca não é apenas status, mas que funciona como avalista de qualidade de um produto, tendem a ter a fidelidade desse público”, aponta Renato Meirelles, Sócio-diretor do Data Popular, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Venda deve ser assistida

Marcas que usem embalagem ou material de comunicação para orientar estes consumidores estão no caminho certo. A venda deve ser assistida, o que faz com que o papel do autoserviço seja menor na classe D, que prefere comprar em feira livre, no varejo tradicional ou com um vendedor porta a porta, para que receba explicações sobre a melhor maneira de usar o produto.

As categorias que pretendem conquistar o consumidor da base da pirâmide devem investir em embalagens e quantidades de menor desembolso, que deixem o consumidor seguro para arriscar e experimentar novos produtos. Já aquelas que estão consolidadas e são de presença contínua no dia a dia podem apostar em embalagens tamanho família, que tendem a ser mais econômicas.

Para as marcas de consumo de massa, a classe D é o segmento em que as chances de faturamento são maiores. “É um mercado muito grande, o que para os bens de consumo de massa é fundamental. Tem muito mais gente na classe D do que na A e na B”, conta Meirelles (foto). Atualmente, são 71,3 milhões de pessoas que recebem até três salários mínimos. Até novembro de 2009, 30% da classe D havia migrado para a C, enquanto 55% mantiveram a mesma posição e apenas 15% caiu para a E. “O que a classe C for crescer virá da classe D, eles são os emergentes dos emergentes”, explica Meirelles.

Mulheres respondem por 43% do orçamento

Programas como o Bolsa Família são algum dos responsáveis por impulsionar o consumo entre essas famílias. Outro fator importante é o aumento do salário mínimo. O último reajuste, por exemplo, colocou R$ 27 bilhões na economia. Serviços educacionais, produtos de higiene e beleza e itens de informática são interesses que se destacam por serem vistos como um meio para aumentar o orçamento familiar.

De acordo com a pesquisa do Datafolha/ Data Popular, 25% dos entrevistados pretendem matricular seus filhos em escolas particulares. Atualmente, das 5,5 milhões de crianças de até 14 anos que estudam em colégios privados, 19,1% pertencem à classe D. Já o computador aparece como um dos principais bens a serem consumidos este ano, com 33% das intenções de compras. A beleza também é vista como um investimento para se destacar no mercado de trabalho.

Isso inclui as mulheres, que já chefiam 32% das famílias de classe D e respondem por 43% do total de rendimento. “A beleza é importante, pois elas tendem a ganhar mais dinheiro quando se apresentam melhor. A busca pela vaidade está relacionada ao resgate da autoestima, mas também é um investimento para se dar melhor no mercado de trabalho”, explica o Sócio-diretor do Data Popular.

Investir na classe D pensando no futuro

Na hora de se comunicar com este consumidor, a televisão ainda é o principal canal, mas não se pode negar o crescimento da penetração da internet neste grupo. “Este consumidor ainda é medroso para a compra on-line e o cartão de crédito é algo recente, mas a internet como fonte de pesquisa de preço já é um fato”, acredita Meirelles.

Com a consolidação da classe C e a ascensão da D, encontrar a forma ideal para se comunicar com este consumidor é o caminho para o sucesso das marcas que toparem o desafio. “Quem foi pioneiro olhando para a classe C olhe para a classe D. Eles são mais jovens e farão parte do mercado consumidor por mais tempo. Investir no futuro é investir na classe D, seja porque ela migrará para a classe C, ou porque tem mais a conquistar, já que a cesta de produtos é menor. As marcas que entenderem essa oportunidade têm grande chance de serem líderes de mercado no futuro”, aconselha do Sócio-diretor do Data Popular.



* com reportagem de Bruno Mello.

Por: Sylvia de Sá
Fonte: Mundo do Marketing
Publicado: 16-ma-10
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1 de mar. de 2010

Como convergir para o consumo popular

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25 de jan. de 2010

Como vender para a Base da Pirâmide

A população de baixa renda brasileira conta com 95 milhões de consumidores responsáveis por movimentar R$ 34 bilhões por ano



Por: Sylvia de Sá
19/10/2009


Seria possível excluir uma parcela da população brasileira que representa mais 50% do mercado? Pensando assim, a resposta parece óbvia. Mas somente há pouco tempo o interesse por clientes capazes de movimentar R$ 34 bilhões por ano está evidente. Trata-se do consumidor de baixa renda. No Brasil, este público é equivalente a 95 milhões de pessoas. No mundo, são quatro bilhões, o que corresponde a um consumo coletivo de US$ 5 trilhões anuais.
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Entre o topo e a base da pirâmide: quem são os brasileiros?

Estudo da Oficina de Valor Consultoria mostra outra maneira de segmentar o mercado brasileiro, que pode ser particularmente útil para empresas que desconhecem seus clientes potenciais.

Por: Claudia Mendes Nogueira e Pedro Paulo Cunha


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Supermercados querem crescer nas classes C e D

Desenvolver estratégias e produtos específicos para atender um mercado de mais de 130 milhões de brasileiros, distribuídos nas classes C, D e E, é um dos desafios que o varejo alimentício vai se propor a enfrentar com mais vigor em 2010. O setor, que movimenta R$ 170 bilhões ao ano, aposta no crescimento da renda das famílias.
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